Uma coisa eu aprendi: você pode até ser legal com as pessoas, mas não espere que as pessoas sejam legais com você(...)De vez em quando, sofro horrores. Me decepciono, fico frustrada, chocada, com medo. Mas continuo mantendo a minha essência, sendo boa com quem é bom.Clarissa Corrêa.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Dá saudade

E do nada você cresce e vive. Dá saudade de não ir pra escola, dá saudade da infância, dos amigos que brincavam na rua com você. Dá saudade da tia na hora do lanche, dos brinquedos da escola, da escolinha antiga que ficou lá. Dá saudade de escrever só com lápis e poder errar quantas vezes quiser, dá saudades das provas mais fáceis, das broncas mais fáceis, dos erros fáceis de curar. Dá saudade da segunda, terceira, quarta série, dá saudade dos primeiros amigos que você já não conversava mais. Dá saudade dos brinquedos que já ficaram pra depois, perdidos por lá. Dá saudade do primeiro amor, do primeiro melhor amigo, dos cadernos que já foram novos e estão rabiscados de tanto o tempo passar. Dá saudade do ensino médio, dos amigos que também já foram, dos professores, dos amigos do cursinho, dos amigos da faculdade que parece que sempre estiveram lá. Dá saudade de não trabalhar, dá saudade de dormir até tarde nas férias, dá saudade de brincar. Dá um aperto das coisas que já se foram, de quem você nem lembra mais. Dá saudade dos amigos dos trabalhos que você já deixou pra trás. Dá saudade de morar com os pais, de ter roupa, cama e casa limpa, dá saudade de ter a solidão com quem compartilhar. Dá saudade de não ter filhos, depois da infância deles e da adolescência que já cresceu antes de reparar. Dá saudade do seu melhor amigo, seu cachorro que também não tá mais lá. Dá saudade de ter saúde, energia pra fazer e refazer o que aparecer. Dá saudade dos seus pais e da sua família que também não aparecem mais. Dá saudade do seu grande amor, que também te deixou pra trás. E do nada quando menos se espera, você também deixa, virou saudade, pra variar.

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